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Projeto
Griot
Projeto Griot
O Projeto GRIOT visa implementar uma metodologia com professores (as) e famílias quilombolas, onde a cultura e a ludicidade sejam referências no desenvolvimento das competências familiares e atividades escolares nas comunidades quilombolas.
Com a visão de construção de um processo de articulação e parceria com organizações representativas das comunidades quilombolas e lideranças locais. Serão realizadas reuniões com gestores públicos municipais na perspectiva da garantia de políticas públicas na área da educação e cultura que preservem e valorizem a cultura quilombola e a qualidade da educação desenvolvida nas escolas de áreas quilombolas, que historicamente tem sido relegadas ao esquecimento e isolamento.
As crianças quilombolas possuem potencialidades e criatividades, como qualquer outra criança, que precisam ser descobertas e valorizadas para que elas possam vivenciar experiências importantes para o processo de desenvolvimento cognitivo, afetivo, emocional e motor, fatores imprescindíveis para a vida escolar e cotidiana das crianças nas relações sociais.
Analisar a situação de crianças e adolescentes pertencentes às comunidades negras rurais no Maranhão, exige considerações sobre a situação do povo negro. As pesquisas realizadas sobre as desigualdades raciais no Brasil tem sido um dos principais instrumentos para o reconhecimento de que os negros brasileiros possuem características específicas e desvantajosas.
Em relação à inserção social no país. Segundo o IPEA (instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), dos 53 milhões de brasileiros pobres, 63% são negros e 37% brancos e dos 22 milhões de habitantes que estão abaixo da linha de pobreza, 70% são negros, ou seja, somos os indigentes desse país.
Os estudos realizados pelo IPEA apontam ainda que: na faixa etária de zero a seis anos, entre as crianças brancas 38% são pobres enquanto entre as crianças negras na mesma faixa de idade, o índice sobe para 65%.
Entre os brancos na faixa etária entre sete e quatorze anos, 33% são pobres, e entre os negros, 61% estão nessa condição. Dos 15 aos 24 anos, 22% dos brancos são pobres, contra 47% dos negros. No que se refere à escolaridade, a média de estudos dos adultos brancos é de 6,6 anos, enquanto os negros adultos têm em média 4,4 anos de estudos (dados a Folha de São Paulo, 3/01/2002).
Áreas de Cobertura do Projeto
Comunidades negras rurais quilombolas de Santa Joana e Morros no município de Itapecuru-Mirim, Santo Antonio dos Pretos e Centro Expedito no município de Codó, Jacarei dos Pretos, Município de Icatu e Catucá, município de Bacabal/MA.
População Alvo
Crianças, adolescentes e lideranças locais
Metodologia
Atividades culturais, lúdicas e recreativas que contribuam para a valorização e preservação da cultura local e fortalecimento da identidade étnica e auto-estima, bem como famílias em oficinas sobre competências familiares na área da educação.
Pretende ainda trabalhar em escolas das comunidades professores (as) de forma direta e indiretamente professores da rede geral onde a cultura, brincadeiras e jogos locais sejam utilizados com instrumento didático-pedagógico no cotidiano das atividades do ensino-aprendizagem, favorecendo o sucesso e permanência das crianças na escola.
Realização: Centro de Cultura Negra do Maranhão
Parcerias: Aconeruq, Fórum em Desefa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Rede Amiga da Criança, Centro de Defesa Pe. Marcos Passerini, FUMCAS, Mov. Nacional de Meninos e Meninas de Rua e Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial
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